Carneiro, A. (1955)

CARNEIRO, Alexandre Lima (1955). Imprensa Periódica Tirsense (1882 – 1954).

Autor: CARNEIRO, Alexandre Lima
Ano de elaboração: 1954
Ano de publicação/impressão: 1955
Título completo da obra: Imprensa Periódica Tirsense (1882 – 1954)
Tema PRINCIPAL: História do Jornalismo
Local de edição: Porto
Editora (ou tipografia, caso não exista editora): Porto (Separata de O Concelho de Santo Tirso – Boletim Cultural – Vol. III – N.º 4)
Número de páginas: 11

Cota na Biblioteca Nacional e noutras bibliotecas públicas
Cota da Biblioteca Pública Municipal do Porto: I3-5-28-P.1 (11)
Cota da Biblioteca Nacional: B. 3152 V.


Esboço biográfico sobre o autor

Alexandre Lima Carneiro nasceu em Areias, concelho de Santo Tirso, a 2 de Junho de 1898. Em 1922, terminou o curso superior de Medicina no Porto. Nesta cidade, foi docente na Faculdade de Ciências, depois de concluída a sua tese de doutoramento, com a classificação de 18 valores. Os seus numerosos trabalhos, em especial sobre as águas termais das Caldas da Saúde (de que foi director), foram reconhecidos e a sua voz escutada em muitos congressos, no país e no estrangeiro. Foi secretário das comissões portuguesas na defesa de trabalhos na área da Etnografia e da Hidrologia, por exemplo em Liége, na Bélgica, ou em Copenhaga, na Dinamarca. Foi presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, entre 1951 e 1959.


Índice da obra

[Não tem índice]

Pequena nota Introdutória: p. 1
Relação cronológica das revistas publicadas em Santo Tirso desde 1886 a 1954: pp. 1-4
Relação cronológico dos jornais de Santo Tirso desde 1882 a 1954: pp. 4-10
Números únicos publicados em Santo Tirso desde 1934 a 1954: pp. 10-11


Resumo da obra (linhas mestras)

Esta obra é uma resenha histórica e cronológica dos jornais e revistas publicados no concelho de Santo Tirso desde 1882 até 1954.

Relativamente às revistas, esta obra apresenta uma relação cronológica das publicações desde 1886 a 1954, e são elas:

  • Álbum do Minho (1886), que se dedicava à arte e literatura e publicou apenas três números;
  • O Ave (1912), também ligada à arte e literatura e publicou um único número;
  • Mensageiro de S. Bento (1931) passou por várias tipografias, entre as quais a Pax, de Braga, e a Portuense, dirigida nos três primeiros anos pelos 2º e 3º Priores Conventuais de Singeverga;
  • Brotéria – Série Científica (1932), dedicada exclusivamente à publicação de trabalhos de investigação, publicava, em 1955, o seu XXIII volume, dirigido pelo Padre Afonso Luisier e impresso na tipografia Minerva (Famalicão);
  • O Nosso Colégio (1936), passou por vários directores (na sua maioria líderes religiosos), bem como por várias tipografias (Porto, Barcelos, Famalicão);
  • Liturgia (1947), durou cinco anos, sempre com a mesma direcção e tipografia (Porto Médico, do Porto);
  • O Concelho de Santo Tirso – Boletim Cultural (1951), direcção entregue ao Presidente da Câmara de Santo Tirso (Alexandre Lima Carneiro, autor desta obra);
  • Ora & Labora (1954), destinava as suas páginas a assuntos exclusivamente litúrgicos, era composta e impressa pela Tipografia Minerva (Famalicão).

Quanto aos Jornais, aqui apresenta-se uma relação cronológica desde 1882 a 1954, e são eles:

  • O Jornal de Santo Thyrso (1882), fundado por José Bento Correia, passou por três estabelecimentos diferentes bem como por três direcções diferentes durante a sua existência;
  • Aurora Thyrsense (1892), semanário, político, noticioso, literário e científico. Publicaram-se nove números, impressos na Tipografia Minerva – Famalicão, sendo o lucro da venda destinado a estabelecimentos de beneficência;
  • Semana Tirsense (1898), semanário noticioso, fundado por Adriano de Sousa Trepa;
  • Lucta Operária (1910), semanário defensor das classes operárias, comércio e industria, impresso na Tipografia Minerva – Famalicão, sendo o n.º 7 o último da colecção da Biblioteca do Porto;
  • O Democrata (1912), impresso pela Tipografia Minerva – Famalicão, passou, em 1913, para a Tipografia Gráfica – Porto, sendo o último número da colecção da Biblioteca Municipal do Porto o 7º do terceiro ano (1914);
  • O Peto (1912), quinzenário humorístico. De entre os vários dirigentes, foi com José Cardoso de Miranda que se publicou um número, sem indicação de data, no Carnaval de 1923;
  • O Gaio (1913), quinzenário neutral, literário, humorístico e noticioso, passou pela Tipografia do Jornal de Santo Thyrso, pela Tipografia Minerva – Famalicão, pela Imprensa Comercial – Porto e pela Tipografia Central – Santo Tirso, sendo que o último número da colecção da Biblioteca Pública Municipal do Porto é o 100 (1917);
  • O Rebate (1913), órgão Republicano local, impresso pela Tipografia Minerva – Famalicão desde o 1º número. A partir do nº 22 passou para a Tipografia da Semana Tirsense, terminando a publicação em 1916 com o nº 28 do terceiro ano;
  • O Povo (1917), órgão do Partido Republicano Português, impresso pela Tipografia Tirsense, passando à Tipografia Minerva – Famalicão a partir do 5º número do mesmo ano, sendo o último número existente na Biblioteca do Porto o nº 30;
  • O Espião (1920), quinzenário humorístico, 3º e último número impresso no mesmo ano pela Tipografia de A Ideia – Fafe;
  • O Progresso da Trofa (1920), quinzenário noticioso, humorístico e literário, deu continuação a O Espião (referido acima). Terminou com o nº 24 em 1921, impresso pela Tipografia de A Ideia – Fafe;
  • Boletim Paroquial (1920), fundado pelo Padre Silva Gonçalves, sem mais informação sobre esta publicação;
  • O Dever (1921), quinzenário defensor do Partido Republicano Português, impresso pela Tipografia Central – Santo Tirso, sendo que o último número da colecção da Biblioteca Nacional do Porto é o nº 7;
  • Eco de Negrelos (1921), semanário regionalista que publicou o 1º número na Tipografia Tirsense e publicou o nº 17 do 2º ano quando passou a chamar-se Ecos do Ave;
  • O Agricultor (1921), órgão da Escola Móvel Agrícola Souza Cruz, sendo o 9º o último da colecção da Biblioteca Municipal do Porto;
  • Ecos do Ave (1922), passou pela Tipografia da Acção Católica – Braga, pela Tipografia Peninsular – Figueira da Foz, pela Tipografia Minho Gráfica – Braga, sendo o nº 36 o último que se encontra na colecção da Biblioteca Municipal do Porto;
  • O Trofense (1927), quinzenário independente, passou pela Tipografia de Albérico Silva – Fafe e pela Tipografia Minerva – Famalicão. Suspendeu a publicação com este título no nº 8, passando a intitular-se Ecos da Trofa, sendo que desta nova série foram publicadas 6 números. Regressou em 1928 O Trofense e o nº 194 é o último da colecção da Biblioteca do Porto.

Por fim, esta obra nomeia também as publicações únicas da imprensa de Tanto Tirso:

  • Bombeiros Voluntários de Santo Tirso (1934), comemorativo das festas de inauguração da nova sede;
  • Estrela das Aves (1953), composto e impresso na Escola Tipográfica das Oficinas de S. José, Guimarães;
  • Desportivo das Aves (1953), 1º boletim informativo Aves sobre as comemorações de 7 a 12 de Novembro de 1953.

Nome completo do autor da ficha bibliográfica: Maria Claudia Rocha Ferreira
E-mail: ufp16859@hotmail.com
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Jornalismo UFP,
27/05/2010, 20:01