Carqueija, B. (1934)

CARQUEJA, Bento (1934). O Comércio do Porto ao Completar Oitenta Anos. Notas para a Sua História.

Autor: CARQUEJA, Bento
Ano de elaboração (caso não coincida com ano de publicação)
Ano de publicação/impressão: 1934
Título completo da obra:O Comércio do Porto ao Completar 80 Anos: Notas Para a Sua História
Tema PRINCIPAL: História do Jornalismo
Local de edição: Porto
Editora: O Comércio do Porto
Número de páginas: 350

Cota na Biblioteca Nacional e noutras bibliotecas públicas
Cota da Biblioteca Municipal do Porto: W7-9-22 - O1-4-144
Cota da Biblioteca Nacional: H.G.14690


Esboço biográfico sobre o autor ou autores (nascimento, morte, profissão, etc.)

Bento de Sousa Carqueja nasceu em Oliveira de Azeméis, em 6 de Novembro de 1860.

Aprendeu as primeiras letras na Escola Conde Ferreira. Mais tarde, a convite do seu tio e padrinho, Manuel de Sousa Carqueja, fundador de O Comércio do Porto, foi para o Porto, cidade onde continuou os estudos, colaborando simultaneamente neste diário. Quando mais tarde assumiu a direcção do jornal, iniciou uma vasta obra social de largo alcance.

Bento Carqueja sempre recusou honras e louvores públicos tendo, inclusive, recusado o cargo de ministro, para o qual, por várias vezes, foi convidado. Recusou mesmo a Condecoração de Grande Oficialato de S. Tiago que lhe foi atribuída em 1928. Foi membro de várias Academias e Institutos estrangeiros. Protagonizou várias iniciativas culturais, desportivas, turísticas e de solidariedade social que se realizaram em Oliveira de Azeméis no princípio deste século XX.

Foi o fundador do mensário agrícola O Lavrador e da Fábrica do Papel do Caima, em Oliveira de Azeméis. Dedicou especial atenção à agricultura, fazendo vingar a ideia de se instalarem escolas móveis para apoiar tecnicamente os lavradores. Em Oliveira de Azeméis, criou também a Escola de Artes Gráficas e Ofícios, um asilo hospitalar e procedeu ao saneamento da vila.
Bento Carqueja morreu em 2 de Agosto de 1935.


Índice da obra

Prefácio: p. 5
A fundação do jornal: p. 9
A expansão do jornal: p.19
Os fundadores: p. 23
A propriedade do jornal: p. 27
As novas instalações: p.29
Redactores principais: p. 31
Chefes da redacção: p. 35
Revista política: p. 39
Articulistas: p. 41
Secções especiais: p. 53
Mulheres e crianças: p. 61
Folhetinistas: p. 63
Redactores efectivos: p. 77
Administração: p. 83
Secretários da direcção: p. 89
Venda avulsa: p. 91
As oficinas: p. 93
Correspondentes: p. 105
Correspondentes no exterior: p. 125
Biblioteca O Comércio do Porto: p. 137
Museu: p. 139
Tuna O Comércio do Porto: p. 155
Publicações várias – O Comércio do Porto – Mensal: p. 157
Tarde da criança – O Comércio do Porto – Infantil: p. 159
O Comércio do Porto – A edição da tarde: p. 161
O Comércio do Porto: Ilustrado: p. 163
O Lavrador: p. 167
Livraria de O Lavrador: p. 168/169
Excursões: p.171
Caridade e beneficência: p. 173
Caridade: p. 173
Subscrições: p. 175
Incêndio no furadouro: p. 175
Terramotos de Andaluzia: p. 176
Incêndio no teatro Baquet: p.177
Resgate de penhores: p. 177
Catástrofe Marítima: p. 177
Bairros operários: p. 177
Terramotos do Ribatejo: p. 177
Inundação do Rio Douro: p. 177
Creches: p. 178
Naufrágio do “Veronese”: p. 178
Sopa económica: p. 178
Tifo e gripe: p. 178
Assistência – Creches: p. 179
Creche da Afurada: p. 179
Creche O Comércio do Porto: p. 184
Bairros Operários: p. 191
Bairo Monte Pedral: p. 192
Bairro de Lordelo: p. 194
Bairro de Bomfim: p. 195
Sopa económica: p. 197
Lancha “Cidade do Porto”: p. 199
Barcos aos trabalhadores do Rio Douro: p. 199
Sinal sonoro de Leixões e Barra do Douro: p. 200
Carreta para o salva – vidas da Póvoa: p. 201
Bandos Precatórios: p. 201
Casa do Amparo: p. 201
Serviços á instrução: p. 203
Prémio “Camões”: p. 203
Prémio O Comércio do Porto: p. 205
Prémio “Xavier da Mota”: p. 209
Festa do Trabalho: p. 213
Fábrica do papel do Caima: p. 215
Escolas Móveis Agrícolas: p. 217
Escola “Maria Cristina”: p. 221
Escola “Conde de Agrolongo”: p. 222
Escola “Conde de Sucena”:p. 222
Escola “Conde de S. Cosme do Vale”:p. 222
Escola “José de Bessa”: p. 222
Escola “Nogueira Soares”: p. 222
Escola”Rodrigues de Morais”: p. 223
Escola “D. Lucinda Nogueira Soares”: p. 223
Escola “Visconde da Silva Andrade”: p. 223
Escola “Maria das Dores”: p. 223
Escola “Sousa Cruz”: p. 223
Escola “Borges”: p. 223
Escola “Ceiense”: p. 223
Conclusão da Academia politécnica: p. 225
Testamentaria Soares Basto: p. 227
Asilo – Hospital – Creche “José Rodrigues Cardoso”: p. 239
Homenagem a D. Carolina Michaelis: p. 243
O descerramento da lápide: p. 243
Romagem ao cemitério: p. 245
A sessão solene: p. 246
ADESÕES – Director Geral da Instrução Superior
Faculdade de Ciências de Lisboa: p. 248
Faculdade de Medicina de Lisboa: p. 249
Reitor da Universidade de Coimbra: p. 249
Faculdade de Medicina de Combra: p. 249
Sociedade de Belas Artes: p. 250
Homenagem enternecida: p. 250
Diversos: p. 250
Centenário de Camilo Castelo Branco: p. 253
No túmulo de Camilo: p. 254
O cortejo cívico: p. 255
Na Praça Infante D. Henrique: p. 256
A organização do cortejo: p. 256
Escolas oficiais e outras escolas: p. 256
Aduarismo: p. 256
Instituições de beneficência: p. 258
Juntas de Freguesia: p. 258
Carro de gala dos bombeiros: p. 258
Bombeiros: p. 258
O carro triunfal: p. 258
Grupos desportivos: p. 259
Colectividades de recreio: p. 259
Associações de classe: P.259
O trajecto: p. 259
Representações: p. 260
A coroação de Camilo: p. 260
Na Associação dos Jornalistas – Sessão de homenagem – Brilhante conferência: p. 262
Benemerências: p. 263
O nosso agradecimento: p. 263
O sarau de gala: p. 264
A parte literária: p. 264
Ministro da Instrução: p. 264
Bento Carqueja: p. 265
Conferência do Dr. Júlio Dantas: p. 265
A Tuna Académica: p. 268
O “Morgado de Fafe”: p. 268
Em Famalicão – Partida do Pôrto: p. 269
O cortejo Cívico: p. 269
Na Câmara Municipal: p. 270
Ao Dr. Bento Carqueja: p. 271
Monumento ao sábio Dr. Ferreira da Silva: p. 277
Monumento ao Dr. Gomes Teixeira: p. 279
Monumento a José de Alpoim: p. 281
Recepção aos aviadores Sarmento Beires e Brito Pais: p. 283
As Bodas de Oiro: p. 287
O sexagenário: p. 315
O septuagenário: p. 321
Bodas de diamante: p. 329
Serviços patrióticos: p. 331
Homenagens a O Comércio do Porto: p. 335
Rua O Comércio do Porto, no Porto: p. 335
Rua O Comércio do Porto, no Furadouro: p. 336
Bairro O Comércio do Porto: p. 337
Rua O Comércio do Porto, em Coimbrões: p. 338
Homenagem a Rodrigues Sampaio: p. 338
Manifestações das classes comercial, industrial e agrícola: p. 338
Sindicato de Salamanca: p. 338
Hino O Comércio do Porto: p. 339


Resumo da obra (linhas mestras)

Nesta obra, o director do Comércio do Porto, evoca a fundação do jornal por Manuel Carqueja e Henrique Carlos de Miranda que, em 1854, procuraram dar ao Porto um jornal inicialmente trissemanário, intitulado O Comércio. O primeiro número saiu a 2 de Junho desse ano e tinha como novidade preocupar-se com questões da economia e comércio.

A maioria das páginas narram os primeiros tempos do jornal. O segundo capítulo, sobre a expansão do jornal, narra a utilização das novas tecnologias da altura e a mudança de instalações. O terceiro capitulo é biográfico, falando dos fundadores do jornal: Manuel Carqueja (1821-1884); Henrique de Miranda (1832- 1902); Francisco Carqueja (1840- 1908); Bento Carqueja (o autor); Luís Carqueja (1861-1914) e Fortunato Seara Cardoso (1894-?).

O quarto capítulo é referente à propriedade do jornal, que pertenceu em partes iguais a Manuel de Sousa Carqueja e ao Dr. Henrique Carlos de Miranda. Estes formaram sociedade com nome colectivo, no dia 1 de Janeiro de 1855.

O quinto capitulo é breve e descreve as novas instalações do jornal. O capítulo seguinte (o sexto) fala dos principais redactores do jornal. Entre eles, contabilizaram-se António Joaquim Xavier Pacheco, José Luciano de Castro, José Joaquim Rodrigues de Freitas, Dr. José Joaquim Pinto Coelho.

No sétimo capitulo são indicados os chefes de redacção: António Rodrigues de Sousa e Silva, José Joaquim da Silva Bravo, Acácio Pereira da Conceição, João Narciso do Cruzeiro Seixas, António da Silva Caldeira e Alfredo Garcia Vieira.

O oitavo capítulo refere-se à Revista Politica, que foi iniciada por Miguel Eduardo Lobo de Bolhões, e o oitavo aos articulistas: Fradesso da Siveira, Barão de Massarelos, Conselheiro António de Serpa Pimentel, Conselheiro Augusto Malheiro Dias Guimarães, Conselheiro Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro, Lopo Vaz de Sampaio e Melo, Conselheiro José Joaquim Ferreira Lobo, entre outros.

O nono capítulo aponta as secções especiais do jornal, que eram as seguintes: Revista Financeira e Económica; Agricultura; Revista Vinícola e Vitícula; Revista Internacional; Revista Científica; Revista Musical; Arte; Revista Militar; Vida Elegante e Revista Judiciária.

A secção Mulheres e Crianças, criada em 1921, é o tema tratado no décimo capítulo. O capítulo seguinte fala dos folhetinistas. Entre outros, referência a Camilo Castelo Branco (em que se mostram cartas escritas por ele), Arnaldo Gama, Rebelo da Silva e Júlio Dantas.

O 11º capítulo dá-nos a conhecer os redactores efectivos, entre eles: Eduardo Augusto Salgado; António José da Fonseca Pascoal; Manuel Maria Rodrigues; António Basílio Antunes; Manuel Alberto Guerra Leal; Celestino Cândido do Cruzeiro Seixas; Alberto da Cruz Maia e Alfredo de Matos Angra.

No 12º capítulo são-nos dados a conhecer os membros da Administração: Eduardo da Silva Carvalho, Augusto António dos Santos, Augusto José do Nascimento e Cunha, Conselheiro Eduardo Artur Lobo de Ávila, António Emílio de Figueiredo e Melo, António José dos Santos Regadas, António José da Costa, Manuel Vaqueiro Carvalhal e José Rodrigues Faria.

No 13º capítulo são apresentados os secretários da direcção. São eles: Caetano de Carvalho, Bento Carqueja, Alberto Augusto Guedes Vaz e Luís António Martins.

Os seguintes capítulos são dedicados à forma como o jornal era vendido (durante muitos anos quem quisesse adquirir O Comércio do Porto tinha que dirigir-se aos seus escritórios na Rua da Ferreira de Baixo, pois só lá estava à venda, a 4 réis (um pataco) cada número; às sua Oficinas de “acanhadas proporções, sobretudo a oficina de Impressão, abrigada em um modesto barracão feito de taipa”; aos seus correspondentes (que foram progressivamente crescendo, quer no país, quer no estrangeiro, com a intenção de garantir a oportunidade e autenticidade das informações. Entre os correspondentes no exterior, destaque para José da Silva Mendes Leal (em Paris); Dr. Eugene Oswald (em Londres); Victor Falcão (em Bruxelas); António J. Pires (em Nova Iorque); Fran Paxeco (em Liverpool); Dr. Eduard Engel (Berlim); Emanuele Ceria (Roma); Wenceslau de Morais (Japão); José Dionísio de Melo e Faro (Rio de Janeiro); José Maria dos Santos (Madrid); Manuel Lustres Rivas (Vigo); Francisco Carreras y Candi (Barcelona).

O 16º capítulo refere-se ao Museu do Comércio do Porto, que nasceu com o pensamento de “reunir em recinto especial as obras de arte e vários documentos existentes nos arquivos de O Comércio Do Porto”. Neste capítulo, são-nos indicados quais os livros que se encontravam na biblioteca do jornal.

O 17º capítulo relata o percurso da Tuna do jornal (que teve inicio em 1903) e o 18º indica as várias publicações do jornal: O Comércio - Mensal e O Comércio – Infantil.

Os capítulos posteriores descrevem-nos: a edição da tarde do jornal, onde se “publicou uma folha suplementar, reservada quase exclusivamente, aos extractos das sessões parlamentares”; O Comércio do Porto- Ilustrado (esta ideia nasceu com a aquisição de exemplares do Figaro Ilustré, de Paris); O Lavrador (mensário de propaganda agrícola, criado em Setembro de 1903); As Excursões (realizadas pelo pessoal do Comercio do Porto, com o intuito de “confraternização a diversas localidades”; Caridade e Beneficência (narrando acções desenvolvidas pelo jornal, para beneficio dos pobres, “para acudir a calamidades públicas, e para realizar obras de solidariedade social”).

O 24º capitulo é dedicado aos bairros operários. Visto que o operariado, em 1889, atravessou uma grave crise, o Comércio do Porto encarregou-se da construção de bairros para operários. O capítulo imediato fala da Sopa Económica, uma iniciativa com início a 3 de Outubro de 1914, devido à “angustiosa situação do operariado”. Esta acção foi apoiada por várias instituições de beneficência do Porto, que ajudaram na distribuição das refeições. Este empreendimento caritativo foi mantido até 23 de Fevereiro de 1915. Umas páginas à frente são referidas as lanchas “Cidade do Porto”, fornecidas à população piscatória da Afurada, por ocasião da catástrofe marítima de Fevereiro de 1892. Seguidamente, fala-se dos serviços à instrução e das principais obras realizadas neste sentido, que foram: a criação do prémio Camões; prémio O Comércio do Porto; prémio Xavier da Mota; organização das Escolas Móveis Agrícolas; criação do Lavrador; conclusão do Edifício da Academia Politécnica e testamento de Francisco Alves Soares Basto.

No 27º capítulo é referida a Festa do Trabalho, que foi realizada pela primeira vez a 29 de Janeiro de 1928, na Nave Central do Palácio de Cristal e presidida pelo Dr. Alfredo de Magalhães.

O capítulo seguinte refere a Fábrica do Papel do Caima, que, por iniciativa do Comércio do Porto, foi fundada em 1900.
No 29º capítulo são mencionadas as escolas móveis agrícolas, devido ao facto de, no ano de 1901, se ter preconizado “a vantagem do ensino elementar e prático dos modernos processos agrícolas, em contacto com o lavrador”.

O capítulo seguinte trata a conclusão da Academia Politécnica. O Comércio do Porto empenhou-se bastante neste projecto, principalmente a partir do ano de 1898, para concluir o edifício da Academia Politécnica do Porto, “onde estão hoje instaladas as Faculdades de Engenharia e Ciências (…) cujas obras, iniciadas em 1803, estiveram paralisadas durante bastantes anos e depois continuaram com grande morosidade”.

O 31º capítulo documenta o testamento de Soares Basto. No seu testamento, encontra-se uma alínea onde este afirma deixar dinheiro suficiente para “montar uma cantina em Fermil para cinquenta ou cem crianças e dar-lhes os competentes livros e o que mais for preciso”.

Os capítulos imediatos falam do asilo – hospital – creche “José Rodrigues Cardoso (José Rodrigues Cardoso era negociante em Manaus e no seu testamento legou “duas terças partes do remanescente da sua fortuna para instalar e administrar um asilo - creche em Vila Seca de Armamar”); da homenagem a D. Carolina Michaelis, responsável pela organização da secção Mulheres e Crianças do jornal (a 15 de Maio O Comércio do Porto inaugurou uma lápide de bronze, na casa da rua da Cedofeita onde Carolina Michaelis faleceu); e do centenário de Camilo Castelo-Branco (a 16 de Março de 1925, no centenário do nascimento de “eminente romancista”, o jornal pensou em comemorar essa data inaugurando, nesse dia, dois monumentos ao grande escritor, “um no Porto, na Avenida Camilo, e outro em Vila Nova de Famalicão, em frente ao Paços do Concelho”).

No 35º capítulo e nos posteriores, referência ao monumento ao Dr. Ferreira da Silva (professor e químico de Couto de Cucujães, concelho de Oliveira de Azeméis); ao monumento ao Dr. Gomes Teixeira (na sua terra natal, S. Cosmado, concelho de Armamar); e ao monumento a José de Alpoim (em Mesão Frio, terra natal do conselheiro).

O 38º capítulo relata a recepção aos aviadores Sarmento Beires e Brito Pais. Os seguintes historiam as bodas de oiro de O Comércio do Porto, o sexagenário do jornal (no ano de 1914), o septuagenário (em que as festividades tiveram um carácter mais íntimo do que externo, ao contrário dos anteriores) e as Bodas de Diamante (comemoradas a 2 de Junho de 1929).

No 43º capitulo é feita uma menção aos serviços patrióticos que o jornal prestou e, finalmente, são apontadas as homenagens feitas ao Comércio do Porto. São elas: a rua O Comércio do Porto (no Porto); a rua O Comércio do Porto (no Furadouro); bairro O Comércio do Porto; rua O Comércio do Porto (em Coimbrões) e o hino O Comércio do Porto.


Nome completo do autor da ficha bibliográfica: Bibiana Moreira de Freitas
E-mail: bibiana_freitas@hotmail.com
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Jornalismo UFP,
27/05/2010, 20:07