Oliveira, A. (1969)

OLIVEIRA, Américo Lopes (1969). Jornais e Jornalistas Madeirenses.

Autor: OLIVEIRA, Américo Lopes
Ano de elaboração (caso não coincida com ano de publicação): 1969
Ano de publicação/impressão: 1969
Título completo da obra: Jornais e Jornalistas Madeirenses
Tema principal: História do jornalismo
Local de edição: Braga
Editora (ou tipografia, caso não exista editora): Edições Pax
Número de páginas: 35

Cota na Biblioteca Nacional e eventualmente noutras bibliotecas públicas
Biblioteca: Biblioteca Pública Municipal do Porto
Cotas: S6-1-14 – (25) e D6-12-30 – (2)

Biblioteca: Universidade do Minho – Serviço de Documentação
Cotas: BGUM1 07 (469.8)


Esboço biográfico sobre o autor ou autores (nascimento, morte, profissão, etc.)

Américo Lopes de Oliveira nasceu em Lisboa, no ano de 1911. Frequentou a Universidade Clássica de Lisboa, tendo ingressado na Administração Pública em 1932, consagrando, desde então, parte do seu tempo ao jornalismo. Foi jornalista, crítico de arte e divulgador de temas históricos. Foi redactor do Diário do Minho e da revista Flama. Escreveu para vários programas da ex-Emissora Nacional e da Rádio Renascença. Foi colaborador do suplemento de letras e artes do jornal Novidades (1949), aí mantendo uma secção sobre artistas plásticos nacionais e estrangeiros. Correspondente de várias publicações estrangeiras, foi bolseiro do Governo Espanhol entre 1957 e 1959, para um curso de jornalismo na Universidade Internacional Menéndez y Pelayo, de Santander. Participante no Congresso de História Peninsular, em Saragoça, designado conselheiro de honra da Academia “Fernando, El Católico”, esteve presente no Congresso de Ciências Históricas em Estocolmo (1960), sendo ainda delegado em Portugal da Academia Mundial de Artistas, de Roma. Foi colaborador da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, da editora Lello Universal e da Enciclopédia Ultramarina. Colaborou também nos jornais e revistas: Voz, Correio de Minho, Acção, Vida Mundial Ilustrada, Século Ilustrado, Comércio do Porto; Setubalense, Ler e Cartaz (Portugal); La Noche e La Voz de Galicia (Espanha); Diário Ilustrado e Mercúrio (Chile); Voz de Portugal (Califórnia, EUA), para além de periódicos brasileiros. Além de todo este curriculum, foi ainda membro do Instituto Português de Arqueologia, História e Etnologia e sócio correspondente da Real Academia Galega. Faleceu no ano de 2003, em Fafe, cidade onde existe uma fundação com o seu nome.


Índice da obra:

(Introdução) …Pág. 3
Jornalistas Madeirenses… Pág.7
Jornais, Revistas e Publicações periódicas de outros géneros, na Madeira… Pág. 11
Jornais Madeirenses considerados clandestinos… Pág. 28
Jornais Madeirenses Números Únicos… Pág 28
Boletins Madeirenses… Pág. 28
Almanaques Madeirenses… Pág. 29
Do Siso ao Riso: Re-nhau-nhau – O Jornal Humorístico da Madeira


Resumo da obra (linhas mestras)

Nesta obra, o autor começa por salientar as virtudes do jornalismo e dos jornais como bastiões de valores, conhecimento variado e cultura, descrevendo os passos difíceis para o seu aparecimento e consolidação, no arquipélago da Madeira. A partir do segundo capítulo, o autor enuncia ordenada e alfabeticamente os jornais existentes no arquipélago da Madeira entre os anos de 1825 e 1969 (ano da publicação da obra), bem como os jornalistas que colaboraram nessas mesmas publicações. Nesta exposição é dado destaque a alguns jornalistas, nomeadamente a: Francisco Jorge Abreu, João França, Joaquim José Ferreira de Freitas e Vasconcelos Moniz de Bettencourt. Seguidamente, o autor apresenta uma descrição de todos os periódicos madeirenses (no período temporal analisado), incluindo a enumeração de todos eles por ordem alfabética, o tipo de publicação (jornal, revista, etc.), as datas nos quais os mesmos foram publicados, os números editados e, em muitos dos casos, os seus fundadores ou dirigentes. Nesta análise, é dado um particular relevo a publicações madeirenses como o Comércio do Funchal, Diário da Madeira, Diário de Notícias, Eco do Funchal, O Jornal, O Patriota Funchalense (o primeiro jornal da Madeira e primeiro fora do Continente Português) ou o Voz da Madeira, relevo esse justificado pela importância histórica que tais publicações atingiram, pelo menos no jornalismo insular.

Nos capítulos seguinte, a obra guarda ainda espaço para referências a jornais madeirenses clandestinos (O Garoto e o Tribunal Secreto), para a indicação de jornais madeirenses que apenas por uma vez saíram para edição e também para a especificação de Boletins e Almanaques madeirenses publicados no espaço de tempo pesquisado.

Por último, o autor abriga, em cinco páginas que constituem o capítulo “Do Siso ao Riso: Re-nhau-nhau – O Jornal Humorístico da Madeira”, menções ao jornalismo humorístico, destacando sobretudo a dificuldade e limitações com que se debatiam as edições deste cariz como Os Ridículos ou o Sempre Fixe, publicações de carácter nacional, concluindo pela apresentação do jornal humorístico madeirense (à altura), Re-Nhau-Nhau, publicação existente já desde 1928, elevando as suas virtudes e contando, de certa forma, a história do seu nascimento e posterior crescimento, do qual o autor foi parte integrante e apaixonada.


Autor: Hélder Augusto Pereira Coelho
E-mail: hapcoelho@gmail.com

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Jornalismo UFP,
08/06/2010, 07:36