Gonçalves, J. (1966/1967)

GONÇALVES, José Júlio (1966/1967). A Informação nas Províncias do Oriente. Elementos para o Seu Estudo. Separata de Províncias Portuguesas do Oriente: Curso de Extensão Universitária (1966/67).

Autor: GONÇALVES, José Júlio
Ano de elaboração (caso não coincida com ano de publicação): 1966
Ano de publicação/impressão: 1967
Título completo da obra: A Informação nas Províncias do Oriente (Elementos para o seu Estudo)
Tema principal: História do Jornalismo
Local de edição: Lisboa
Editora (ou tipografia, caso não exista editora): Junta de Investigações do Ultramar/Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina
Número de páginas: 134


Esboço biográfico sobre o autor ou autores (nascimento, morte, profissão, etc.)

José Júlio Gonçalves foi professor no Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina e reitor da Universidade Moderna. Tem obra publicada nos domínios da antropologia, do direito e da comunicação social, grande parte dela referente ao ultramar português.


Índice da obra

I – INTRODUÇÃO
• Breve nota sobre os meios e processos comunicacionais indiáticos pré-gamianos: p. 1
• Processos e meios de comunicação usados nos primeiros contactos entre navegadores portugueses e os povos orientais: p. 2

II – ÍNDIA PORTUGUESA
• Publicações introduzidas pelos navegadores e missionários portugueses nos primeiros anos da sua presença na Índia: p. 7
• Introdução da tipogragfia em Goa (1556): p. 8

III – MACAU
• Primeiros contactos dos portugueses e consequente comunicação com os habitantes da China: p. 65
• Introdução da tipografia em Macau: p. 67

III – TIMOR
• A comunicação social ao modo da terra e no período inicial de transição provocada pela presença portuguesa: p. 116
• Primeiras publicações provavelmente introduzidas em Timor: p. 116
• Primeiras publicações periódicas do Oriente Português que se projectam na vida timorense: p. 117
• Primeira publicação periódica oficial privativa de Timor: p. 120
• Primeira publicação periódica não oficial composta e impressa em Timor: p.122
• Outras publicações periódicas timorenses: p. 122
• Alguns números sobre os jornais e restantes publicações periódicas de Timor (1960): p. 124
• Movimento das bibliotecas de Timor: p. 126
• Outros meios de informação: p. 126

Bibliografia: p. 130


Resumo da obra (linhas mestras)

Este é um livro da autoria de José Júlio Gonçalves que faz um breve estudo da informação nas províncias ultramarinas portuguesas do Oriente, iniciado em 1964. Na primeira parte do livro (Introdução) são tratados os meios e processos comunicacionais indiáticos pré-gamianos, assim como, os meios que foram utilizados nos primeiros contactos entre os navegadores portugueses e os povos orientais.

Refere o autor, baseado no “Roteiro da Viagem de Vasco da Gama”, que a existência de um “intérprete mouro” é que tornou possível os primeiros contactos entre os portugueses e o rei de Melinde. Juntando a isso, o contacto com as “gentes” originou a “intercomunicação e a consequente permuta de informações”.

Outro aspecto abordado neste livro são as publicações que foram introduzidas pelos navegadores e missionários portugueses durante os primeiros anos de presença na Índia, tal como: livros para “as necessidades da escolarização”, “cartinhas”, “cartilhas” e outras publicações. Depois, nesta parte do livro intitulada de “Índia Portugesa”, o autor aborda a “Introdução da Tipografia em Goa”, que aconteceu em 1556 e que envolve alguns acontecimentos importantes, tais como: as primeiras obras compostas e impressas no Estado da Índia (segundo alguns estudos, o primeiro livro publicado em Goa foi a “Doutrina Cristã de São Francisco Xavier”), a primeira publicação periódica oficial da Índia Portuguesa (“Gazeta de Goa”, em 1821), a evolução da imprensa periódica de Goa, Damão, Diu e dos núcleos portugueses nos territórios circunvizinhos, entre outros.

De seguida, no capítulo do livro intitulado “Macau”, o autor fala sobre os primeiros contactos dos portugueses e a consequente comunicação que estes estabeleceram com os habitantes da China. Segundo o autor, as relações entre portugueses e chineses tiveram, como primeiro episódio, o contacto de alguns “marinheiros que estavam ancorados em Malaca, quando Diogo Lopes de Sequeira ali chegou em 1509”. De referir o facto de, segundo o autor, “a opinião oficial portuguesa, a opinião chinesa e quase unânime opinião dos escritores atribuem o estabelecimento de Macau ao facto de os Portugueses terem auxiliado os Chineses na destruição de piratas”, onde, como é óbvio, foi muito importante a existência de uma boa comunicação entre ambos os povos.

Ainda neste capítulo do livro, o autor aborda a “Introdução da Tipografia em Macau”, onde destaca alguns acontecimentos importantes, tais como: “os prelos xilográficos chineses”, os primeiros livros que foram impressos em Macau (“Christiam Pveri Institvtio, Adolescentiaeqve perfugium”, foi o primeiro livro impresso em Macau e era um trabalho sobre a educação cristã), alguns dados estatísticos sobre a imprensa periódica de Macau, entre outros. O movimento das bibliotecas macaenses e a existência de outros meios de informação em Macau (como o cinema, o teatro, a TSF, as agências noticiosas e os CTT de Macau) são outros temas que mereceram o interesse e o destaque por parte do autor.

No último capítulo do livro, intitulado de “Timor”, o autor aborda vários aspectos importantes relacionados com a informação e com a comunicação social existente em Timor. Refere o autor, numa espécie de introdução sobre este capítulo, que “com o advento da presença portuguesa introduzem-se novos meios de comunicação: emissários (nas comunicações em campanha); o envio de bilhetes (para obstar a contactos com doentes contagiosos); distribuição de «sinais de panos de cor para evitar confusões desastrosas durante o combate»; a troca do «cartucho da paz», findos os combates ou durante as negociações, e mais recentemente: os CTT, a Imprensa, a TSF, etc.”. Outros temas, como as “primeiras publicações periódicas do Oriente Português que se projectam na vida timorense: o Boletim do governo da província de Macau, Timor e Solor (1838) e a Gazeta de Macau e Timor (1872)”, a “primeira publicação periódica não oficial composta e impressa em Timor: o Boletim Oficial do Distrito Autónomo de Timor (1900)” e a “primeira publicação periódica oficial” (Boletim Oficial do Distrito Autónomo de Timor), são também abordados neste último capítulo do livro.

Para finalizar, o livro trata ainda o “movimento das bibliotecas de Timor”, apresenta alguns números sobre os jornais e as restantes publicações periódicas que existiam em Timor (1960) e refere outros meios de informação existentes no território (onde se destacam “a TSF, o Cinema e os CTT).


Autor (nome completo): Hugo André Guedes de Castro
E-mail: 18545@ufp.pt

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Jornalismo UFP,
29/05/2010, 11:34