Neves, J. (1969)

NEVES, João Alves (1969). Pêro Vaz de Caminha, Poeta e Repórter.

Autor: NEVES, João Alves das
Ano de elaboração (caso não coincida com ano de publicação)
Ano de publicação/impressão: 1969
Título completo da obra: Pêro Vaz de Caminha, Poeta e Repórter. Separata da revista Ocidente, vol. 76
Tema principal: Jornalistas e Vida Profissional
Local de edição: Lisboa
Editora (ou tipografia, caso não exista editora): Editorial Império, Lda
Número de páginas: 10

Cota na Biblioteca Nacional e eventualmente noutras bibliotecas públicas
Cota da Biblioteca Nacional: H.G. 26519 V.
Cota da Biblioteca Municipal do Porto: R7-11-4-(21)


Esboço biográfico sobre o autor

Ensaísta e jornalista, João Alves das Neves nasceu em Arganil no ano de 1927. Estudou em Lisboa, Porto e Paris, onde se formou na École Supérieure du Jornalisme. Em Lisboa foi redactor do Diário Ilustrado e da Agência France Presse, tendo, também, colaborado com O Primeiro de Janeiro, Diário Popular, Nova Renascença e a revista Ocidente.De 1951 a 1954 trabalhou na Radiodifusão Francesa, tendo-se, em 1958, fixado no Brasil. Aqui exerceu jornalismo como redactor de O Estado de S. Paulo. Foi director da revista Portugália e fundador e director da revista Comunidades de Língua Portuguesa e da Gazeta do Descobrimento.

Foi professor na Faculdade de Comunicação Social “Cásper Libero”, onde fez uma pós-graduação e chefiou o departamento de Jornalismo (S. Paulo). Leccionou ainda na Escola Superior de Jornalismo e no Instituto Superior de Ciências da Informação e da Empresa, no Porto.

É autor de cerca de duas dezenas de obras abordando aspectos diversos das letras portuguesas, brasileiras e africanas de expressão portuguesa.


Índice da obra

[Não tem índice]


Resumo da obra (linhas mestras)

João Alves das Neves socorre-se da Carta de Pêro Vaz de Caminha para analisar a forma como este cronista, considerado por muitos um jornalista, relatou a descoberta do Brasil por Pedro Alvares Cabral.Para o autor, Pêro Vaz de Caminha, um escrivão, como era conhecido na altura, transformou-se “em repórter do acontecimento que foi a chegada dos portugueses ao Brasil.” (p. 3) A viagem do descobrimento, segundo João Alves das Neves, foi relatada por Pêro Vaz de Caminha ao pormenor, com espírito poético e um estilo fluente e seguro, num estilo próximo do jornalístico, pois a Carta, como refere o autor, nunca perdeu um “sentido essencialmente informativo”. (p. 3)

Esta obra, preenchida e recortada com vários excertos da Carta, descreve um Pêro Vaz de Caminha que é muito mais do que um escrivão. Alves das Neves recorda que Pêro Vaz de Caminha descreve espaços e traz ao conhecimento do público a vida a bordo e os termos usados pelos navegantes. Este “enviado especial”, tal como é apelidado por Alves das Neves, “sugere uma visão ampla e certa do grande episódio e dos seus intérpretes.” (p. 5) O autor chega a fazer comparações da obra de Pêro Vaz de Caminha à do astrónomo Mestre João. Esta última seria “insípida, especializada, brevíssima”. Pelo contrário, a Carta de Pêro Vaz de Caminha é “colorida, geral, documentada”. “É que o físico escreveu uma carta, ao passo que o jornalista fez a sua reportagem”, explica Alves das Neves (p. 5), para quem Pêro Vaz de Caminha ultrapassou a sua condição de testemunha e escrivão ao elaborar um relato “com a exactidão de um verdadeiro correspondente jornalístico.” (p. 9)


Nome do autor da ficha bibliográfica: Nair Silva
E-mail: nair.silva@gmail.com
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Jornalismo UFP,
01/06/2010, 11:09