Lemos, M. (1973)

LEMOS, Mário Matos (1973). Um Vespertino do Porto.

Autor: MATOS E LEMOS, Mário
Ano de elaboração (caso não coincida com ano de publicação): 1972
Ano de publicação/impressão: 1973
Título completo da obra: Um Vespertino do Porto
Tema PRINCIPAL: História do Jornalismo
Local de edição: Lisboa
Editora (ou tipografia, caso não exista editora): Edição do autor/Tipografia António Coelho Dias
Número de páginas: 79

Cota na Biblioteca Nacional e noutras bibliotecas públicas
Cota na Bibloteca Nacional: P.77776V.
Cota na Biblioteca Municipal do Porto: 01-8-91


Esboço biográfico sobre o autor

Mário Matos e Lemos é licenciado em História. Foi jornalista em vários meios de comunicação e entre 1972 e 1998 e desempenhou funções de conselheiro cultural e de imprensa em diversas embaixadas portuguesas. Como investigador, é colaborador no CEIS 20. Além de numerosos artigos publicados em jornais e revistas portugueses e estrangeiros, é autor de várias obras, designadamente, Liberdade de Imprensa e Outros Ensaios; O 25 de Abril, Uma Síntese, Uma Perspectiva; Um Vespertino do Porto; Os Portugueses na Guiné; Política Cultural Portuguesa em África – O Caso da Guiné-Bissau e Dicionário de História Universal.


Índice da obra

[Não tem índice]

Antelóquio: pp. 11-13

1º Relatório: pp. 14-19

2º Relatório: pp. 20-31

3º Relatório: pp. 32-46

4º Relatório: pp. 47-50

5º Relatório: pp.51-79


Resumo da obra (linhas mestras)

O livro aqui resumido é uma colectânea de relatórios do autor sobre o Diário do Norte, vespertino do qual era subdirector.

Estando o jornal em decadência, o autor foi contratado para inverter esse processo e, nos cinco relatórios do livro, ele diz-nos as principais mudanças a realizar no jornal para que ele entre em ascensão.

No primeiro relatório, Mário de Matos e Lemos afirma que o jornal se encontra em decadência mas é recuperável se satisfizer algumas condições. Entre estas, as principais são: suspender o jornal num período nunca maior a duas semanas, implementar uma forte campanha publicitária, aumentar o número de colaboradores efectivos (apenas treze) e contratar um chefe de revisão.

O segundo relatório surge depois de já se ter começado a trabalhar em profundidade. Para o desenvolvimento do jornal, o autor decidiu convidar jornalistas a participar no mesmo (pois este tinha falta deles) e informou os colaboradores de que ou colaboravam mais ou eram obrigados a desistir. Ambas as medidas tiveram, segundo Mário Matos e Lemos, resultados positivos. O autor fez uma melhor distribuição do pessoal e pôs a hipótese de uma renovação das máquinas devido à decadência destas. Contrata um maquetista e põe também em hipótese mudar o nome do jornal.

O autor tentou também dar mais assistência aos correspondentes, que considera “uma grande ajuda”, em especial nas cidades grandes.

Por fim, o autor relembra que lançou o primeiro número de um novo suplemento que se intitula “Juventude”.
Passa assim ao terceiro relatório. Neste o autor dedica a sua atenção aos seguintes sectores, individualmente: Redacção; Desporto e Suplementos; Tipografia; Gravura; Correspondentes; Distribuição; Publicidade e Previsão.
No que diz respeito à Redacção chega a conclusão que os profissionais não eram em número suficiente para fazer um jornal de interesse, pois como ele próprio afirma que a redacção é a “espinha dorsal de um jornal.”. Novos jornalistas assegurariam “a melhor redacção das notícias, a realização das reportagens, o funcionamento de alguns novos serviços”.

No sector de Desporto e Suplementos, surge um novo suplemento desportivo, justificando-se o autor pelo facto de o desporto ser um tema bastante apreciado no norte do País.

Passando à tipografia, Mário Matos e Lemos revela que parte das máquinas têm de ser substituídas para o jornal se equiparar aos jornais de Lisboa. Entre as máquinas que têm de ser substituídas mais rapidamente encontram-se a Prensa de Estereotipia e as seis máquinas de compor.

Na Gravura, a máquina era primitiva e não permitia e inserção de fotografias de qualidade. Foi necessário, portanto, comprar uma máquina com a gravura em Chapa de Zinco e um conjunto Ampliador/Redutor. Também teve de se arranjar uma alternativa para o Laboratório Fotográfico, pois este funcionava a uma grande distância das instalações do jornal.

No que diz respeito à delegação de Lisboa, o autor declara pretender aumentá-la, substituir a chefia e dotá-la de meios que lhe permitam cumprir a sua obrigação, pois, a informação vinda de Lisboa era bastante importante.

Foi também necessário estruturar a rede de correspondentes, pois não passavam de uma centena. Ao mesmo tempo investiu-se numa frota de carrinhas para melhorar a distribuição.

Com a mesma importância surge a publicidade. O autor convida um técnico de publicidade e para divulgar o jornal patrocina os jogos do Futebol Clube do Porto no estrangeiro.

Como previsão, ele chega à conclusão que o jornal só poderá ir em frente se todas estas medidas foram cumpridas.

No quarto capítulo, ele volta a falar de alguns pontos que ainda estão pendentes. Chega à conclusão que tem de contratar um maquetista, um teletipista e aumentar o número de elementos na delegação de Lisboa. Declara que será realizado um terceiro turno durante a noite.

Neste capítulo, fala ainda da rentabilidade do jornal. Regista que não se assistiu ao decréscimo de vendas do jornal, mas também não existem casos de subida. Revela, ainda, que se nota maior interesse pelo Diário do Norte na cidade do que na província.

No último capitulo, Mário Matos e Lemos resume praticamente todo o trabalho feito. Realça que conseguiu convencer a Administração de todo o caminho a seguir para a “reconstrução” do Diário do Norte. Faz, igualmente, um balanço de todo o trabalho realizado desde o início. Diz que os trabalhadores passaram de 16 a 26 (32, se os da delegação de Lisboa também forem contados), que organizou a distribuição do jornal e que implementou o controlo de vendas.

Relembra que com o jornal de segunda-feira sai um suplemento desportivo, mas este não apresenta venda significativa, pois muitos jornais apresentam este tipo de suplementos ao domingo. Como solução, o autor apresenta a ideia de ao domingo se fazer um jornal praticamente todo dedicado ao desporto. Porém, diz Mário Matos e Lemos, contra a sua opinião a Administração não gostou da ideia e decidiu pôr termo à edição de domingo, para assim atrair mais leitores para a segunda-feira.

O autor recorda também que mexeu no grafismo do jornal, embora sem significativas alterações estruturais. A publicidade passou a ser explorada com mais vigor, salienta.

Em jeito de conclusão é apresentado ao leitor um quadro onde é visível a evolução do jornal desde Agosto até Fevereiro de 1972. Em Agosto foram vendidos 63443 jornais e, em Fevereiro, já foram vendidos 99087 jornais. Assim, Mário Matos e Lemos conclui que as mudanças no jornal foram positivas.

O autor explica, ainda, que existem dois tipos de jornais .O jornal do tipo urbano, que tem notícias curtas para um habitante citadino que não tem tempo a perder, e um jornal do tipo não urbano, com notícias mais longas, para os habitantes da província, que dispõem de mais tempo para a leitura.



Nome completo do autor da ficha bibliográfica:
 Ana Rita Ferreira Amaral
E-mail: rita.amaral@gmail.com
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Jornalismo UFP,
29/05/2010, 20:35