Correio, H. (1912)

CORREIA, Henrique Fernando de Oliveira (1912). Relatório da Visita ao Jornal O Século.

Autor : CORREIA, Henrique Fernando de Oliveira
Ano de Publicação: 1912
Título completo da obra: Relatório da Visita ao Jornal “O Século”
Tema principal: Conjuntura Jornalística
Local de edição: Lisboa
Editora: Imprensa Nacional de Lisboa
Número de páginas: 15

Cota na Biblioteca Municipal do Porto: M4-5-70


strong>Esboço biográfico sobre o autor:

À data da publicação, o autor era estudante do 3ºano de Tipografia.


Índice da obra
[Não tem índice)Tipografia: pp. 3-7
Oficina de Gravura: pp. 7-8
Oficina de Estereotipia: pp. 8-10
Oficina de Impressão de “O Século”: pp. 10-11
Serralharia: p. 11
Casa de Venda: p. 11
Serviço de Expedição de Jornais: p. 12
Tipografia de “Ilustração Portuguesa”: p. 12
Fundição: p. 12
Oficina de Impressão da “ Ilustração Portuguesa”: pp. 12-13
Oficina do “ Suplemento do Século”: p. 13
Armazém do Papel: p.14
Oficina Geradora de Electricidade: p. 14
Conclusão do autor: p.14

Resumo da obra

Esta obra, redigida em 1912 por Henrique Fernando de Oliveira Correia, estudante do 3.º ano da Escola Tipográfica, assume-se como um relatório da visita ao Jornal O Século. No texto, o autor vai descrevendo as secções tipográficas desse jornal, os elementos que as constituíam, bem como as funções próprias de cada uma.Do ponto de vista técnico, o autor faz uma descrição de cada sector, assim como a interligação entre as diferentes áreas do jornal. Começa por falar da tipografia, salientando alguns aspectos técnicos e organizativos da empresa como essenciais para se ganhar tempo durante o processo produtivo, fundamental em jornalismo. (pp.3-7)Passando pela Oficina de Gravura, o autor fala da sua composição: “Assim vi: duas belas máquinas de reprodução de imagens, empregadas na fotogravura e fotozincografia”. (pp. 7-8)Seguidamente, o autor considera que é na secção de Estereotipia que se realiza uma das fases mais interessantes por que passa o jornal, devido à multiplicidade de técnicas que envolve, muitas delas novas.(pp. 8-10)

Na Oficina de Impressão, que sucede à Estereotipia no ciclo produtivo do jornal, Henrique Correia destaca as cinco rotativas onde se fazia a impressão do jornal e descreve a forma de impressão: “fica o jornal dobrado com todas as páginas seguidas; mas é ainda a própria máquina que se encarrega de dobrar”. Fica -se ainda a saber que a capacidade de tiragem das máquinas era de doze mil a quinze mil exemplares por hora. (pp. 10-11)

De forma menos detalhada, o autor refere-se às secções de Serralharia (p.11); Casa de Venda (p.12); Serviço de Expedição de Jornais (p.12); Tipografia da Ilustração Portuguesa (p.12) e Fundição (p.12). Dá, porém, relevância à Oficina de Impressão da Ilustração Portuguesa (pp.12-13) devido, essencialmente, “à máquina de imprimir com a moderníssima inovação dos marginadores automáticos” e à máquina de impressão não rotativa que evitava o dispêndio de tempo numa prévia secagem. Ainda neste campo da impressão, o autor refere-se à Oficina de Impressão do Suplemento do Século(p.13), pelo facto da impressão do suplemento ser a cores, ainda que básicas.

Antes de fazer as considerações finais e agradecimentos, o autor refere-se ao sistema fornecedor de energia do jornal, insuficiente para as necessidades da empresa, tendo esta que recorrer à “Companhia do Gás” para lhe fornecer a restante.
Em jeito de conclusão, o autor faz referência à boa organização e asseio das Oficinas e restantes instalações, explicando que isso apenas era possível devido a “uma direcção inteligente e acertada”. (pp.14-15)


Nome completo do autor da ficha bibliográfica: José António Vieira Chambel de Sousa Cálix
E-mail: manta_shogun@hotmail.com
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Jornalismo UFP,
27/05/2010, 20:26